Quando alguém pergunta "quanto está o dólar", a resposta honesta é "depende de qual". O número grande no topo do resultado é a cotação de referência. Para dólar, euro, libra, iene, dólar canadense, dólar australiano e franco suíço ela é a PTAX do Banco Central: a taxa oficial, calculada a partir de consultas ao mercado de câmbio e publicada em boletins ao longo do dia útil, e o rótulo diz qual boletim e a hora dele. Ela não é o preço de uma casa de câmbio, que soma a própria margem: ninguém compra moeda para viajar por esse valor.
As primeiras linhas são referências
A primeira linha repete a cotação do topo com a fonte e a hora. Quando é a PTAX, ela mostra compra e venda do último boletim; a de fechamento é a usada em contratos e a base de muitas faturas. Em fim de semana e feriado vale o último boletim, com a data dele, porque a PTAX só é publicada em dias úteis. Para as moedas sem PTAX (peso argentino, yuan, peso chileno, uruguaio e mexicano) a linha traz a taxa diária do Banco Central Europeu ou da ExchangeRate-API, e o bitcoin vem de uma corretora.
As últimas são o que sai do seu bolso
Cartão internacional, moeda em espécie e conta global pagam o mesmo IOF, de 3,5%. O que muda entre eles é o spread, a margem da instituição. Os percentuais iniciais são premissas de partida e estão identificados como tais: abra "Ajustar o spread de cada canal" e coloque o que o seu banco informa. O valor pequeno abaixo de cada linha é a diferença para a cotação de referência.
Convertendo no sentido contrário
Se a moeda de origem for o real, o painel passa a mostrar quanta moeda estrangeira você recebe em cada canal. Entre duas moedas estrangeiras, como dólar e euro, não há operação de câmbio no Brasil, e por isso não aparecem IOF nem spread: o resultado é o cruzamento das duas cotações em reais.
Para entender cada conceito, veja o que é a PTAX, o IOF no cartão internacional e a diferença entre dólar turismo e comercial.