O dólar turismo é o preço que casas de câmbio e bancos cobram de pessoas físicas por cédulas ou por carga de cartão pré-pago. Ele tem dois lados: venda, o que você paga para comprar dólares, e compra, o que a casa paga quando você devolve as sobras da viagem. A distância entre os dois é grande, e é por isso que comprar mais do que vai usar sai caro.
A coluna "sobre o comercial" mostra quanto a venda de turismo está acima da cotação comercial no mesmo momento. Essa distância é o spread do varejo, e ela muda de um dia para o outro e de uma corretora para outra.
O imposto entra por fora
Na compra de moeda em espécie o IOF é de 3,5% sobre o valor em reais, segundo o Decreto nº 12.499/2025. A linha "Moeda em espécie" do painel no topo aplica esse imposto e um spread de partida sobre a cotação comercial; troque o spread para refletir a cotação que a sua corretora passou.
Três cuidados práticos
- Peça o Valor Efetivo Total (VET) por escrito antes de fechar: ele já soma cotação, tarifa e imposto.
- Compare o VET de pelo menos duas corretoras no mesmo horário, porque a cotação muda ao longo do dia.
- Leve parte do valor em outro meio de pagamento; cédula perdida não tem estorno.
Para entender por que os dois preços existem, leia dólar turismo × comercial. A cotação de referência do mercado está em dólar hoje, e as regras do imposto em IOF no cartão internacional.