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IOF no cartão internacional

O imposto sobre compras fora do país é de 3,5%. Digite o valor da compra e veja quanto ela custa em reais, já com ele.

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Do valor de referência ao que sai do seu bolso. Cada linha diz de onde veio o número e de que horas ele é.

Alíquotas de IOF sobre câmbio

O que diz o Decreto nº 12.499/2025, operação por operação.

Alíquotas do IOF em operações de câmbio de pessoa física
OperaçãoIOF
Compra no exterior com cartão de crédito, débito ou pré-pago3,5%
Saque no exterior com cartão3,5%
Carga de cartão pré-pago internacional e cheque de viagem3,5%
Compra de moeda estrangeira em espécie3,5%
Remessa para conta do próprio titular no exterior (contas globais)3,5%
Remessa ao exterior com finalidade de investimento1,1%
Entrada de recursos do exterior não tratada em outro inciso0,38%

Fonte: Decreto nº 12.499/2025 (art. 15-B do Decreto nº 6.306/2007) · vigente desde · atualizado em

O decreto foi sustado pelo Congresso (Decreto Legislativo 176/2025) e restabelecido pelo Supremo Tribunal Federal na ADC 96, em julho de 2025.

Como o IOF entra na sua compra

O IOF é um imposto federal cobrado, entre outras situações, quando há troca de reais por moeda estrangeira. Quem recolhe é a instituição que faz o câmbio: o emissor do cartão, a corretora ou o banco. Você não preenche guia nenhuma; o valor já vem somado na fatura ou no preço.

A conta, passo a passo

Tome uma compra de US$ 100 com o dólar comercial a R$ 5,00, um emissor que cobra 4% de spread e o IOF de 3,5%:

  1. Câmbio pela cotação de referência: 100 × 5,00 = R$ 500,00.
  2. Spread de 4% do emissor: R$ 20,00. A compra convertida vale R$ 520,00.
  3. IOF de 3,5% sobre esse valor: R$ 18,20.
  4. Total na fatura: R$ 538,20, ou R$ 5,38 por dólar.

Repare que o imposto incide sobre o valor já com o spread. Um emissor com cotação mais cara faz você pagar mais imposto em reais, embora a alíquota seja a mesma.

O que mudou em 2025

Até maio de 2025 havia alíquotas diferentes por canal: o cartão pagava mais, enquanto a compra de moeda em espécie e a remessa para conta própria no exterior pagavam 1,1%, o que fazia das contas globais a opção de menor imposto. O cartão vinha de uma redução gradual prevista para chegar a zero em 2028. O Decreto nº 12.499/2025 interrompeu esse cronograma e unificou os principais canais de pessoa física em 3,5%. O decreto foi sustado pelo Congresso (Decreto Legislativo 176/2025) e restabelecido pelo Supremo Tribunal Federal na ADC 96, em julho de 2025.

A consequência prática: o imposto deixou de ser critério de escolha entre cartão, espécie e conta global. O que diferencia os canais agora é o spread e a conveniência. A alíquota de 1,1% continua existindo, mas só para remessas com finalidade de investimento.

Qual cotação o cartão usa

Por regra do Banco Central em vigor desde março de 2020, a fatura do cartão fixa o valor em reais pela cotação do dia de cada gasto, e não mais pela do dia do pagamento. A cotação é a do próprio emissor, que deve divulgá-la. Ela costuma partir da PTAX e somar o spread.

Para comparar com a compra de cédulas, veja o dólar turismo hoje e a explicação sobre spread e dólar turismo × comercial.

Do que é feito o total da fatura

Câmbio pela cotação de referênciaR$ 500,00
Spread do emissorR$ 20,00
IOFR$ 18,20
Total na faturaR$ 538,20
Exemplo do texto: US$ 100 com o dólar comercial a R$ 5,00. O imposto incide sobre o valor já com o spread.

Alíquotas conferidas em . Regras tributárias mudam por decreto; confirme na fonte antes de uma operação de valor alto.

Perguntas frequentes

As dúvidas de quem vai viajar, comprar fora ou só quer entender a cotação.

Qual é o IOF do cartão de crédito internacional?

3,5% sobre o valor em reais de cada compra feita no exterior ou em site estrangeiro, segundo o Decreto nº 12.499/2025. A mesma alíquota vale para cartão de débito e pré-pago internacionais e para saques no exterior.

Conta global ainda paga menos IOF que cartão?

Não. Desde o Decreto nº 12.499/2025, a remessa para conta do próprio titular no exterior paga 3,5%, igual ao cartão. A vantagem que resta nas contas globais está no spread, em geral menor. A alíquota de 1,1% ficou restrita a remessas com finalidade de investimento.

O IOF incide sobre o quê, exatamente?

Sobre o valor em reais da operação de câmbio, já convertido pela cotação que a instituição aplica. Por isso ele também recai sobre o spread: quanto maior a cotação cobrada, maior o imposto em reais.

Compra em site internacional paga IOF mesmo em reais?

Se a compra é processada no exterior e o emissor do cartão faz uma operação de câmbio para liquidá-la, há IOF, mesmo que o site mostre o preço em reais. Se a loja vende por uma empresa brasileira e cobra em reais no Brasil, não há operação de câmbio nem esse imposto.

O IOF pode mudar?

Pode. As alíquotas são fixadas por decreto e mudaram mais de uma vez em 2025. Os percentuais desta página foram conferidos no texto do Decreto nº 12.499/2025 em 03/10/2026, e essa data aparece junto de cada simulação.